Vacina da Gripe 2021:

Perguntas e Respostas

A gripe está entre as viroses mais frequentes em todo o mundo e é causa de surtos e pandemias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 10% da população é infectada anualmente pelo vírus influenza e que 1,2 bilhão de pessoas apresentam risco elevado para complicações decorrentes da doença.

Pessoas de todas as idades são suscetíveis à infecção pelo vírus influenza. A transmissão ocorre pelas secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir, mas também pode acontecer por meio do contato das mãos com superfícies contaminadas por secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Nessas situações, a pessoa leva o agente infeccioso das mãos diretamente para a boca, nariz e olhos.

Diferente dos resfriados, causados por outros vírus, a gripe caracteriza-se por início súbito dos sintomas, como febre, mialgia, tosse, dor de garganta, coriza, calafrios, tremores, cefaléia e anorexia. A infecção geralmente dura uma semana e os sintomas podem persistir por alguns dias. Em alguns casos, principalmente nos grupos de maior risco, a doença pode evoluir com complicações respiratórias (como pneumonia viral ou bacteriana) ou outras menos comuns, bem como levar à descompensação da doença de base e até mesmo ao óbito.

A vacina da gripe é a melhor forma de prevenção. Além de prevenir a pessoa do adoecimento e/ou de complicações, como internações e óbito, contribui para reduzir a circulação do vírus influenza no meio ambiente.

A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza. A vacina não protege nem aumenta a resistência para a infecção por covid-19.

É recomendado um intervalo de, no mínimo, 14 dias (antes e depois) entre a administração da vacina covid-19 e outras vacinas.

Confira as respostas às principais dúvidas sobre a vacina da gripe:

1. A vacina causa gripe?
Não. As vacinas influenza são todas inativadas (de vírus mortos), portanto sem capacidade de causar doença.


2. Quem deve realizar a vacina?
A vacina é indicada para bebês a partir de 6 meses, crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.


3. Existe algum grupo mais suscetível a contrair a doença?
Pessoas de todas as idades são suscetíveis à infecção pelo vírus influenza, porém alguns grupos estão mais propensos a desenvolver formas graves da doença: adultos com mais de 60 anos, crianças com menos de 5 anos, gestantes, puérperas e indivíduos que apresentam doenças crônicas, especialmente cardiorrespiratórias, obesidade, diabetes, síndrome de Down e imunossupressão.


4. Quem tomou a vacina em 2020, precisa se vacinar em 2021?
Sim. A revacinação anual é fundamental, já que a proteção conferida pela vacina dura de 6 a 12 meses. Além disso, o vírus influenza sofre mutação, e isso leva à necessidade de alterar a composição da vacina de acordo com as cepas do vírus circulante.


5. A composição da vacina em 2021 é a mesma de 2020?
Não. Houve alteração nas cepas A(H1N1) e A(H3N2) presentes na vacina.

Composição da vacina Influenza quadrivalente para hemisfério Sul 2020x2021
2020 2021
A/Brisbane/02/2018 (H1N1)pdm09 - like virus A/Victoria/2570/2019 (H1N1)pdm09 - like virus
A/South Australia/34/2019 (H3N2) - like virus A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2) - like virus
(dTpa)
B/Washington/02/2019 - like virus B/Washington/02/2019 - like virus
B/Phuket/3073/2013 (Yamagata) B/Phuket/3073/2013 (Yamagata)
(dTpa)

6. Qual é o esquema de doses?

Grupo Esquema vacinal
Adultos e crianças a partir de 9 anos de idade Uma dose anual
Crianças entre 6 meses e 8 anos 11 meses e 29 dias, não vacinadas anteriormente contra gripe Duas doses com intervalo de 30 dias
(dTpa)


7. Qual a diferença das vacinas trivalente e quadrivalente?
A rede pública oferece a vacina trivalente. As clínicas privadas disponibilizam as vacinas quadrivalente e trivalente.

A vacina quadrivalente contempla uma segunda cepa B, em comparação com a trivalente. Desde o ano 2000, temos observado em todo o mundo (inclusive no Brasil) a cocirculação das duas linhagens de vírus influenza B (Victoria e Yamagata) em uma mesma estação. Nesse período, em cerca de 50% das temporadas de circulação do vírus, a linhagem B contida na vacina não foi coincidente com a que predominou como causa de doença na população. Este não pareamento pode reduzir consideravelmente o perfil de efetividade da vacina em uma determinada estação.

Portanto, a vacina quadrivalente oferece uma proteção superior a trivalente.


8. As vacinas da gripe e Covid-19 podem ser realizadas no mesmo dia?
Não. A campanha de vacinação contra gripe coincidirá com a realização da vacinação contra a Covid-19. Pessoas que façam parte dos grupos prioritários de ambas as campanhas devem ter a vacinação contra a Covid-19 priorizadas. Nestas situações, deve-se agendar a vacina da gripe respeitando o intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas.


9. Gestantes podem ser vacinadas?
Sim, gestantes constituem grupo prioritário para a vacinação, pelo maior risco de desenvolverem complicações e pela transferência de anticorpos ao bebê, protegendo contra a doença nos primeiros meses de vida. Converse com seu médico sobre a vacina.


10. Pessoas imunodeprimidas podem ser vacinadas?
Sim. A vacina é inativada, portanto sem restrições de uso em pessoas imunocomprometidas, que tem indicação de vacinação especialmente reforçada.


11. Quais as contra indicações da vacina?
A vacina não deve ser realizada por pessoas com conhecida hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da vacina ou que tenham apresentado sinais de hipersensibilidade após a administração prévia de vacinas influenza.


12. Quais os eventos adversos esperados?
Os eventos adversos mais frequentes ocorrem no local da aplicação: dor, vermelhidão e endurecimento. Essas reações costumam ser leves e desaparecem em até 48 horas. Manifestações sistêmicas são mais raras, benignas e breves. Febre, mal estar e dor muscular podem ocorrer de 6 a 12 horas após a vacinação e persistem por 1 a 2 dias, sendo mais comuns na primeira vez em que recebe a vacina.


13. Quanto tempo após ter tido Covid-19 poderá ser aplicada a vacina da gripe?
Não há evidências, até o momento, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-CoV-2. É improvável que a vacinação de indivíduos infectados (em período de incubação) ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença. Entretanto, recomenda-se o adiamento da vacinação contra a influenza nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela Covid-19 em atividade, para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer em até duas semanas após a infecção, a vacinação deve ser idealmente adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas. No caso de pessoas assintomáticas, o período é de quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva.


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