Perguntas e respostas sobre as vacinas Covid

Elaboradas pela SBim em Maio/2022

No momento, a Kinder não tem previsão para chegada da vacina Covid19. Assim que tivermos notícias de disponibilidade, atualizaremos nosso site e redes sociais.

Para ajudar você saber mais sobre indicação, eficácia, segurança e outros temas relacionados com as vacinas COVID-19, compartilhamos as respostas para as perguntas mais frequentes, elaboradas pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) com base em estudos científicos, em Novembro/2021. O conteúdo completo está disponível no site da SBIm - https://sbim.org.br/covid-19

1. Posso confiar nas vacinas Covid-19, já que foram fabricadas com tanta rapidez?
Sim. Apesar da agilidade no desenvolvimento, todas as vacinas licenciadas passaram obrigatoriamente por rígidos testes, desde a fase laboratorial até os estudos de fases 1, 2 e 3, que confirmam a segurança e eficácia em humanos. Os dados foram avaliados por especialistas independentes e entidades regulatórias e continuarão a ser monitorados na medida em que as vacinas forem aplicadas. A possibilidade de desenvolver vacinas em curto espaço de tempo diante de uma emergência não devia ser motivo de desconfiança, mas de comemoração. Isso só é viável graças aos avanços de tecnologias que permitiram sequenciar em apenas uma semana o genoma do vírus e posteriormente aplicar esse saber no desenvolvimento de vacinas de diferentes plataformas.
2. Quais e como são as vacinas Covid-19 em estudo ou já em utilização?
Várias são as tecnologias aplicadas nas vacinas que estão em desenvolvimento e/ou já em uso ao redor do mundo. Todas se dirigem contra a proteína S (de spike: espícula, em português), que é responsável pela adesão do SARS-CoV-2 às nossas células, com consequente invasão e infecção.

De acordo com as plataformas tecnológicas utilizadas, podemos dividi-las em categorias:

• Vacinas de vírus inteiros, atenuados ou inativados. Exemplo: Butantan/Sinovac (Coronavac);
• Vacinas genéticas, de RNA mensageiro (mRNA) ou DNA. Exemplos: Pfizer/BioNTech e Moderna;
• Vacinas baseadas em vetores replicantes ou não replicantes. Exemplos: Fiocruz/Oxford/AstraZeneca, Janssen/Johnson & Johnson e Sputnik V;
• Vacinas de subunidades baseadas em proteína do vírus. Exemplo: Novavax;
• De partículas semelhantes ao vírus (VLP).

Dessas, já se encontram em uso as vacinas de mRNA, as de vetores não replicantes e as de vírus inteiros inativados. No Brasil, estão aprovadas para uso emergencial ou já registradas as vacinas Fiocruz/Oxford/AstraZeneca, Butatan/Sinovac (Coronavac), Pfizer/BioNTech e Janssen.
3. O que significa eficácia e como entender esses percentuais de eficácia das vacinas Covid-19?
Eficácia é a capacidade de uma vacina prevenir determinada doença. É verificada em estudos clínicos controlados, que envolvem dois grupos de voluntários: um grupo recebe a vacina em estudo e outro recebe placebo (substância imunologicamente neutra) ou uma vacina contra outra doença.

A capacidade de produzir anticorpos e a capacidade de prevenir a doença é então comparada. Quando se fala que uma vacina tem 95% de eficácia, significa que as pesquisas demonstraram que o número de pessoas vacinadas que se infectaram foi 95% menor do que o das pessoas que não receberam a vacina (grupo placebo).

Estes estudos clínicos envolvem muitos voluntários e seguem regras rígidas. Os resultados são revisados por especialistas independentes e por órgãos regulatórios, que verificam a robustez dos dados e das conclusões apresentadas. As vacinas só podem ser aprovadas para aplicação caso a segurança e a eficácia pretendidas sejam comprovadas.

Todas as vacinas licenciadas para uso emergencial ou registradas no Brasil alcançaram os parâmetros de segurança e eficácia estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
4. Já que as vacinas covid-19 não conseguem prevenir tão bem a infecção assintomática ou a transmissão, como convencer as pessoas a se vacinarem?
Evidências indicam que pessoas totalmente vacinadas têm menos probabilidade de infecção, incluindo assintomática, de adoecer de forma grave e de transmitir o vírus a outras pessoas. O grau de proteção, entretanto, pode variar de acordo com a resposta imunológica de cada indivíduo, das variantes do vírus em circulação e do tempo decorrido desde a vacinação.

É importante ressaltar que completar o esquema é essencial para obter a proteção máxima contra a enfermidade. Além disso, com um grande percentual da população adequadamente vacinado, podemos reduzir a circulação do vírus, as chances de infecção das pessoas que não respondem bem às vacinas ou não podem ser vacinadas e dificultar o surgimento de variantes mais agressivas.
5. As vacinas são eficazes contra as novas variantes do SARS-CoV-2 que surgiram até o momento?
As evidências atuais indicam que pode haver alguma perda de eficácia a depender da variante e da vacina, sobretudo com esquemas incompletos. No entanto, as vacinas continuam cumprindo seu principal papel: mesmo com aumento de casos por novas variantes, a maioria dos pacientes graves e internados são pessoas que não se vacinaram.

Essa questão é acompanhada de perto pela ciência. Caso surja alguma variante que escape das vacinas atuais, os esquemas vacinais poderão ser revisados e os fabricantes rapidamente poderão adaptar suas vacinas.
6. E quanto à segurança das vacinas Covid-19, o que sabemos?
No geral, as vacinas que vêm sendo aprovadas ao redor do mundo apresentaram bom perfil de segurança. A maioria dos registros é de casos leves a moderados, que se resolvem em poucos dias. Os eventos adversos graves, sobre os quais trataremos em outras respostas a seguir, são raros.

As quatro vacinas já aprovadas no Brasil apresentam um perfil de segurança semelhante ao das outras que utilizamos há anos. Elas não causam efeitos colaterais importantes na maioria das pessoas que as recebem. Os eventos mais comuns são dor no local da injeção e febre. Outros sintomas observados são aparecimento de gânglios, cansaço, mialgia, dor de cabeça e outros, que cessam em poucos dias.

É importante destacar que estamos falando de novas vacinas que estão sendo aplicadas em milhões de pessoas, então eventos inesperados podem ser registrados. Cabe à vigilância exercer um acompanhamento rigoroso. Não podemos esquecer que eventuais riscos de raros eventos adversos graves pós-vacinais são muito menores do que as consequências e complicações da própria Covid-19.
7. Posso ter reação alérgica grave após a vacina Covid-19?
Episódios de hipersensibilidade imediata grave (anafilaxia), que exigem injeção imediata de adrenalina ou suporte hospitalar, podem ocorrer após qualquer vacina, inclusive as vacinas Covid-19. Mas até o momento poucos casos foram registrados no Brasil.

Recomenda-se, de todo modo, que a administração de qualquer vacina seja feita em local com estrutura para atendimento e com profissionais capacitados para reconhecer rapidamente os primeiros sinais e tratar a reação.
8. Quanto tempo levo para ficar imunizado?
Estima-se que o potencial máximo de proteção seja atingido cerca de duas semanas após a última dose do esquema (uma ou duas, de acordo com o fabricante).
9. Serão necessárias doses adicionais ou reforços regulares das vacinas Covid-19, como no caso da vacina da gripe, para a população em geral?
Talvez. Apesar de não conhecermos a duração exata da proteção em vacinados e em quem se infectou ou desenvolveu a Covid-19, já sabemos que a dose de reforço é necessária para aumentar ou prolongar a imunidade, principalmente no caso de grupos específicos, como idosos e imunodeficientes. Informações futuras esclarecerão se mais reforços deverão ser administrados.

A indicação de dose de reforço se baseia na análise de diversas evidências:

• Cenários epidemiológicos nos diferentes locais em que se verifique aumento no risco de adoecimento entre vacinados, ainda que de forma branda;
• Desempenho das vacinas quanto à capacidade de prevenir infecção e formas graves, em diferentes contextos de circulação de variantes de preocupação;
• Maior quantitativo de doses disponíveis;
• Prioridade para grupos de maior risco, que demandam esquema diferenciado de vacinação;
• Momento ideal para a dose de reforço;
• Possibilidade de reforços com vacinas de diferentes plataformas, para garantir o efeito de reforço da imunidade;
• Viabilidade, sustentabilidade e equidade da vacinação em nível global.

Considerando os aspectos citados acima, o Ministério da Saúde ampliou de forma progressiva os esquemas de vacinação no país. Hoje, são recomendados dois reforços para idosos a partir de 70 anos e institucionalizados a partir de 60 anos, uma dose adicional no esquema primário e um reforço para pessoas imunocomprometidas a partir de 12 anos, além de um reforço para o restante da população acima de 18 anos.

Na medida em que estados e municípios têm autonomia para estabelecer seus calendários de acordo com a disponibilidade de vacinas, situação epidemiológicas locais e estágio da campanha de vacinação, é preciso consultar a Secretaria Municipal de Saúde ou os meios de comunicação oficiais da prefeitura para verificar o calendário da sua cidade.
10. O que dura mais: a imunidade causada pela própria Covid-19 ou a produzida pelas vacinas?
A proteção conferida pela doença, chamada de “imunidade natural”, pode variar de pessoa para pessoa. Como estamos lidando com uma nova doença e com um vírus de comportamento muito peculiar, esse tempo ainda é incerto. As evidências disponíveis até o momento sugerem que é incomum contrair a doença pela segunda vez. Quando isso acontece, raramente ocorre em menos de 90 dias após a primeira infecção. Já existem dados demonstrando que a proteção pode durar pelo menos oito meses em grande parte das pessoas que adoeceram.

Também não sabemos com exatidão por quanto tempo as vacinas prevenirão a Covid-19. Dados demonstram que a infecção de pessoas com o esquema vacina completo é muito pouco frequente nos primeiros seis meses após a vacinação. O acompanhamento da pandemia e dos indivíduos vacinados, na vigência de vacinação em massa no mundo real, tem trazido cada vez mais evidências sobre o que poderemos esperar em termos de duração de proteção pelas vacinas. O mais importante é lembrar que, mesmo que a proteção eventualmente seja menos longa, as vacinas não envolvem os riscos do adoecimento.
11. Posso ter a doença mesmo após receber todas as doses da vacina?
Nenhuma vacina tem 100% de eficácia. É possível desenvolver a doença após a vacinação, mas as chances de Covid-19 grave são baixas. É importante destacar que todas as notificações de reinfecção estão sendo acompanhadas e investigadas pela Vigilância, que também tem avaliado a efetividade das vacinas na vida real, a duração de proteção e possíveis falhas vacinais.

Essa estratégia permitiu concluir que são necessárias doses adicionais para garantir a imunidade por mais tempo. Assim, o Ministério da Saúde definiu que todos os brasileiros acima de 18 anos devem recebem um reforço quatro meses após a última dose do esquema primário. Já os imunossuprimidos devem receber esquema primário de três doses e um reforço quatro meses após a terceira dose.
12. Já tive ou estou com Covid-19. Posso ou devo ser vacinado?
Como a duração da proteção natural gerada pela própria doença é desconhecida e por existir a possibilidade de reinfecção, ainda que pouco frequente, a vacinação é indicada, independentemente de histórico de Covid-19.

Mas para vacinar é necessário adiar a vacinação até o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas. Pessoas assintomáticas e que tiveram resultado positivo no exame de RT-PCR também devem aguardar quatro semanas para vacinar.
13. Posso tomar outra vacina ou imunoglobulina junto com a vacina Covid-19?
Pode. O Ministério da Saúde deixou de recomendar intervalo entre a administração das vacinas Covid-19 e demais vacinas ou imunoglobulinas em 28 de setembro de 2021.

A exceção são pessoas que tiveram Covid-19 e utilizaram como parte do tratamento anticorpos monoclonais, imunoglobulina ou plasma convalescente específicos contra o Sars-CoV-2. Nesses casos, a orientação é aguardar, preferencialmente, 90 dias.
14. É aconselhável recomendar antitérmicos, anti-inflamatórios ou anti-histamínicos antes da vacina COVID-19 para indivíduos com histórico de alergia ou de eventos adversos pós-vacinação?
Medicamentos para reduzir a febre e a dor podem ser indicados para tratar sintomas locais ou sistêmicos após a vacinação, se necessário. A administração antes da vacinação não é recomendada porque não conhecemos se isso pode afetar a respostas à vacina.

Pelo mesmo motivo, a administração de anti-histamínicos antes da vacinação não é recomendada. Os anti-histamínicos não prevenirão quadros de anafilaxia e têm o potencial de mascarar sintomas cutâneos, o que pode atrasar o diagnóstico e o pronto tratamento.
15. Devo fazer sorologia para verificar resposta à vacina Covid-19 depois da vacinação? Se o resultado for positivo, estou protegido pela vacina?
Os testes sorológicos não são recomendados para esse fim porque não permitem uma conclusão inequívoca sobre a resposta à vacina. Isso ocorre por alguns motivos:

• Não se sabe o nível de anticorpos necessários (correlato de proteção) para prevenir a Covid-19, portanto o resultado positivo não significa necessariamente que a pessoa está protegida.
• O resultado negativo pode refletir a baixa sensibilidade do exame (falso negativo). Pessoas protegidas pela vacina podem testar negativo.
• As vacinas contra Covid-19 têm como alvo a produção de anticorpos contra a proteína S do SARS-CoV-2, responsável pela ligação com nossas células e a consequente infecção – esses anticorpos é que seriam os marcadores de proteção a serem investigados. Os testes atuais podem verificar tanto o nível desses anticorpos quanto de anticorpos contra outro componente do vírus, a proteína do nucleocapsídeo (N). Como nem sempre essa informação consta no laudo, pode haver equívocos de interpretação.
• Mesmo que o resultado seja positivo para anticorpos contra a proteína S, pode não ser possível distinguir se foi resposta imunológica pela vacina ou se foi fruto de infecção prévia pelo vírus.
16. O exame de sorologia demonstrou que tenho anticorpos contra a covid-19. Estou protegido?
Até o momento, a única conclusão a que a presença de IgG/IgM contra a covid-19 no organismo permite chegar é a de que houve contato prévio com o vírus. Ainda não se sabe o nível de anticorpos necessário para evitar a doença, se os anticorpos desenvolvidos em resposta à infecção por SARS-CoV-2 são neutralizantes, se impedem a transmissão ou por quanto tempo vão durar.

Por esses motivos, o resultado dos testes não permite descartar a vacinação e as demais medidas preventivas nem aferir a resposta vacinal (saiba mais).
17. Quais são as contraindicações para as vacinas Covid-19?
Todas as vacinas Covid-19 atualmente disponíveis são contraindicadas para pessoas com histórico de reação alérgica grave (por exemplo, anafilaxia) após dose anterior ou a qualquer componente da fórmula.

A vacina AstraZeneca também é contraindicada para pacientes que sofreram trombose venosa e/ou arterial importante em combinação com trombocitopenia após vacinação com qualquer vacina para a Covid-19.

As vacinas AstraZeneca e Janssen, especificamente, são contraindicadas para gestantes, puérperas e pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar.
18. Quais precauções devem ser tomadas para a vacinação contra a Covid-19?
• Pessoas com histórico de desmaio após injeções devem ser colocadas em observação por pelo menos 15 minutos após a administração da vacina.

• Pessoas que usam anticoagulantes ou têm algum distúrbio de coagulação devem ter o local da injeção pressionado com algodão seco por mais tempo, para evitar sangramento e formação de hematoma. Compressas geladas antes e após a aplicação também são recomendadas.

• Diante de doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro, para não haver confusão entre a manifestação da doença febril e uma eventual reação vacinal.
19. Pessoas imunodeprimidas devem ser vacinadas?
Da mesma forma que as pessoas com comorbidades, as imunodeprimidas e com outras condições que comprometem o sistema imunológico apresentam maior vulnerabilidade a formas graves e óbito por Covid-19. Ainda que a resposta à vacina possa ser inferior, esse é um grupo cuja proteção pela vacina deve ser priorizada. É importante ressaltar que as vacinas disponíveis são inativadas, portanto, incapazes de causar doença em imunodeprimidos.
20. A vacina pode ser aplicada em pessoas com doenças crônicas, como câncer, doenças autoimunes, entre outras?
Pessoas com condições médicas subjacentes (comorbidades) podem receber as vacinas Covid-19 aprovadas ou licenciadas pela Anvisa, desde que não tenham apresentado reação alérgica imediata ou grave após dose anterior ou a algum componente da fórmula.

Estes grupos constituem grupo de risco para quadros graves de Covid-19, por isso foram incluídos entre as prioridades pelo Ministério da Saúde e devem ser vacinados. Mas, como são poucos os dados de estudos com esses pacientes, a avaliação de risco-benefício e a decisão pela vacinação deve ser compartilhada com o(a) médico(a) assistente, considerando não apenas o risco de Covid-19 grave, mas a doença de base, os medicamentos em uso, e a existência de contraindicações.

Leia as recomendações do Ministério da Saúde.
21. Existe alguma restrição à ingestão de bebida alcoólica antes ou após tomar a vacina Covid-19?
Não. O consumo moderado de bebidas alcoólicas não interfere na resposta gerada por nenhuma vacina e não aumenta o risco de eventos adversos pós-vacinais. Por outro lado, a ingestão excessiva ou o uso crônico e abusivo podem enfraquecer o organismo como um todo, incluindo o sistema imunológico, o que facilita infecções.
22. As vacinas Covid-19 podem ser aplicadas em menores de 12 anos junto com outras vacinas? Há algum intervalo que precisa ser respeitado?
Não podem. Como não há estudos sobre a administração simultânea com outros imunizantes das vacinas covid-19 da Pfizer (Cominarty®) e Coronavac em menores de 12 anos, a recomendação atual é a de respeitar um intervalo de 15 dias. Para as demais faixas etárias, não há restrição.
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